1ª Edição do Prêmio ODS no Brasil

Por Débora Andrade
(membro do Núcleo de Advocacy da MAPAS)
Em 16 de maio de 2019, estivemos presentes na 1ª edição do Prêmio ODS no Brasil, evento organizado pela Rede Brasil do Pacto Global e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com mais de 800 iniciativas inscritas.
No discurso de abertura Denise Hills, presidente da Rede Brasil do Pacto Global, informa que essa se trata da terceira maior rede do mundo e relembra a frase inaugural da Declaração das Nações Unidas “Nós, os povos de todas as nações unidas”, reforçando que essa é uma responsabilidade das pessoas em busca de uma transformação em escala global para uma sociedade que todos nós queremos, e acrescenta ao final “sem deixar ninguém pra trás”.
O Prêmio ODS colocou em destaque diversas iniciativas empresariais, de pequeno e grande porte, que estão gerando impacto e mudanças na sociedade, levando em consideração cada um dos cinco pilares da Agenda 2030 da ONU: Pessoas, Prosperidade, Paz, Parcerias e Planeta.
Além do momento de celebração, o evento promoveu painéis que estimularam a mobilização individual e coletiva, bem como a reflexão sobre o protagonismo do setor empresarial para se alcançar esse futuro almejado.
Duas falas nos chamaram muita atenção no painel inicial, pois deixam claro que não basta desejar, planejar, imaginar o futuro que queremos, é necessário agir, no presente, para permitir que esse futuro se concretize.
“Imaginar 2030 é mais do que imaginar, é começar a construir agora o lugar onde a gente quer estar” (Ana Paula Padrão, mestre de cerimônia)
“Viver o que a gente quer pro futuro é muito mais eficiente, mais eficaz do que somente elaborar e falar” (Vitor, ilustrador, durante o painel de Fernanda Cabral, cofundadora do Imagina.Você)
Carlos Pereira, secretário executivo da Rede Brasil do Pacto Global, salientou a importância da atuação em rede para alavancar todo o potencial dos agentes empresariais. Já Ricardo Young, do Instituto Ethos, enalteceu a importância da retomada de parcerias colaborativas entre o setor empresarial e o terceiro setor para fortalecer ações efetivas de impacto em nossa sociedade.
A MAPAS, como organização atuante no terceiro setor, corrobora a fala de Ricardo Young acrescentando, ainda, a importância da aproximação e das parcerias colaborativas com o setor público, especialmente para a promoção de políticas públicas que direcionem o país para um futuro mais justo e equilibrado, não apenas do ponto de vista econômico, mas também de desenvolvimento humano e de respeito ao meio ambiente. Durante seu painel Vicente Falconi, conselheiro de grandes empresas – entre elas a AMBEV -, confirma isso quando chama atenção para a força da regulamentação governamental, a qual acelera processos internos nas empresas.
A atuação em rede e por parcerias colaborativas é essencial quando se fala dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU, visto que esse framework compõe uma visão sistêmica que abarca os cinco pilares mencionados acima. Ninguém, nenhuma organização consegue atingir esses objetivos isoladamente. Por isso a MAPAS atua fortemente no advocacy em busca da adequação e do fortalecimento da legislação, seja em nível local, regional ou nacional, para que haja maior engajamento do setor público, do setor empresarial e da sociedade civil para o cumprimento dessa meta.
Encerramos com a frase inspiradora de Sonia Favaretto, da B3, “o caminho se faz caminhando”.